• MatLit_4.2_Cover Estudos Literários Digitais 2
    v. 4 n. 2 (2016)

    A secção temática de MATLIT 4.2 é composta por uma seleção de artigos baseados nas comunicações apresentadas no colóquio internacional Estudos Literários Digital | Digital Literary Studies”, que teve lugar a 14 e 15 de maio de 2015 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o colóquio foi uma organização conjunta do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, do Arquivo LdoD e do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, tendo reunido 60 investigadores, oriundos de 17 países, representando 42 instituições de ensino e investigação. Este é o segundo de um conjunto de dois números com origem no colóquio (Vols. 4.1 e 4.2).

    A digitalização de artefactos e práticas literárias, a adoção de métodos computacionais para modelação, edição e análise de texto, bem como o desenvolvimento de formas colaborativas de investigação e ensino através de plataformas e redes de telecomunicação são três dimensões da relocalização da literatura e dos estudos literários no meio digital. O objetivo do volume 4 é contribuir para o mapeamento de práticas materiais e processos interpretativos de estudos literários numa ecologia medial em mudança. Entre os temas abordados neste número, destacamos a análise literária computacional (TEI e anotação semântica, TEI e Linked Open Data, corpora e análise estilística, teoria literária e teoria de rede, macroanálise e visualização), a edição crítica digital, a escrita computacional (escrita descriativa e geração automática de texto, internet e micronarrativa), assim como o ensino e a divulgação de formas e práticas literárias digitais. Este número contém uma amostragem de métodos, objetos e projetos em curso no campo dos estudos literários digitais.

    Manuel Portela (CLP, Universidade de Coimbra)
    António Rito Silva (INESC-ID, Universidade de Lisboa)

  • MatLit_4.1_(capa) Estudos Literários Digitais 1
    v. 4 n. 1 (2016)

    A secção temática de MATLIT 4.1 é composta por uma seleção de artigos baseados nas comunicações apresentadas no colóquio internacional Estudos Literários Digital | Digital Literary Studies”, que teve lugar a 14 e 15 de maio de 2015 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o colóquio foi uma organização conjunta do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, do Arquivo LdoD e do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, tendo reunido 60 investigadores, oriundos de 17 países, representando 42 instituições de ensino e investigação. Este é o primeiro de um conjunto de dois números com origem no colóquio (Vols. 4.1 e 4.2).

    A digitalização de artefactos e práticas literárias, a adoção de métodos computacionais para modelação, edição e análise de texto, bem como o desenvolvimento de formas colaborativas de investigação e ensino através de plataformas e redes de telecomunicação são três dimensões da relocalização da literatura e dos estudos literários no meio digital. O objetivo do volume 4 é contribuir para o mapeamento de práticas materiais e processos interpretativos de estudos literários numa ecologia medial em mudança. Entre os procedimentos explorados neste número, destacam-se a análise literária computacional (narratologia computacional, corpora e tradução, macroanálise e visualização) e a escrita computacional (geração automática de texto, bem como narrativa hipertextual e intermédia em diferentes plataformas). Os limites do processamento digital e da dadificação das formas artísticas são ainda analisados a partir da história da estética informacional. Este número constitui uma pequena amostra de métodos, ferramentas, objetos e práticas digitais no campo dos estudos literários.

    Manuel Portela (CLP, Universidade de Coimbra)
    António Rito Silva (INESC-ID, Universidade de Lisboa)

  • MatLit_3.1 (cover) Artes, Média e Cultura Digital
    v. 3 n. 1 (2015)

    A secção temática de MATLIT 3.1 é composta por uma selecção de artigos apresentados ao colóquio ActaMedia XI: Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital, que teve lugar em 2014 nas cidades de Lisboa (Palácio Foz, 14-15 de novembro), Coimbra (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; 18-19 de novembro) e São Paulo (Centro Cultural de São Paulo, 3-4 de dezembro). Tratou-se de um evento que congregou investigadores vinculados ao COLABOR/Centro de Pesquisas em Linguagens Digitais (ECA-USP), ao Programa Interunidades de Pós-Graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA/USP), ao Programa de Doutoramento FCT em Materialidades da Literatura e ao Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra. Assim, os artigos agora reunidos, dando continuidade ao regime de colaboratório do simpósio, incidem sobre diferentes temas – no sentido de ‘problemas’ – referentes a materialidades e valores que se associam à mediação digital, prestando atenção crítica às novas tecnologias e às figuras da chamada ‘realidade virtual’, interrogando diferentes objectos no quadro dos estudos interartísticos, da transversalidade intermedial e das Humanidades Digitais. Estes trabalhos de investigação são complementados por uma entrevista a Eduardo Kac e, na secção ‘Mediarama’, pela apresentação de projetos de artistas portugueses e brasileiros que têm explorado expressivamente o meio digital. A secção temática visa, assim, contribuir para uma reflexão sistemática e teoricamente fundamentada sobre o meta-meio digital – as suas determinações materiais, as suas simbolizações culturais, os desafios que supõe para o pensamento, a imaginação e o fazer coisas.

    Paulo Silva Pereira (CLP, Universidade de Coimbra)
    Pedro Serra (Universidade de Salamanca)

  • MATLIT_2.1(capa) Livro e Materialidade
    v. 2 n. 1 (2014)

    Parece ter passado o sobressalto a respeito do destino do livro causado em vagas sucessivas pelos familiar e reiteradamente chamados “novos meios”. Que o livro não morreu, que o livro até ganhou nova vida, que o livro afinal é insubstituível, que o livro é um instrumento aperfeiçoado e aperfeiçoável, são formulações hoje tão vulgares como as que lhe anunciavam a morte próxima por anacronismo ou desnecessidade. Por outro lado, o debate continua em torno da ideia de reedição do livro: quanto dos novos meios é afinal reedição do livro clássico? Quanto do livro clássico é afinal antecipação dos novos meios? Este número de MATLIT pretende intervir nesse debate centrando-o no problema da materialidade, sugerindo um percurso de regresso a partir da pergunta “o que ensinam os novos meios a respeito da materialidade do livro?”

    Dessa pergunta se podem deduzir os tópicos do debate que MATLIT pretende prosseguir neste número.

    Abel Barros Baptista (Universidade Nova de Lisboa)

  • MatLit_1.2 (2013) Escrita e Cinema
    v. 1 n. 2 (2013)

    Na sequência final de Un chien andalou (1929) de Luís Buñuel, o casal passeia pela praia de mãos dadas, no que seria um Happy End perfeito, não fora o último plano, situado na Primavera seguinte, em que do casal parecem restar apenas reproduções em cartão, arruinadas pela natureza. O filme termina pois em pleno imaginário romanesco (melodrama, final duplo, falso happy end), o que ajuda a perceber que, como nota Robert Short, o surrealismo não abandonou a narrativa nem virou costas à «arte de massas», aliás uma boa definição para o cinema nascente, quer em Hollywood quer em boa parte da Europa de então. Un chien andalou, lembre-se, começa com o intertítulo «Il était une fois», e o filme afasta-se das tentativas anteriores da vanguarda Dada ou surrealista no cinema (Man Ray, Desnos, Artaud) justamente por não destruir a produtividade da ideia de «contar uma história». O problema reside aqui mesmo, pois ao recusar a pura experimentação formal que definira até aí a vanguarda, Buñuel não recupera porém aquela versão oitocentista da literatura enquanto «arte de contar histórias para a burguesia», versão contra a qual se virá a erguer o movimento moderno. Lembremos aquele disclaimer de Mallarmé, figura maior da crítica da representação que alimentará a literatura moderna, segundo o qual versos não se fazem com ideias mas com palavras (ou aqueloutro de Valéry, incapaz de escrever frases como «A marquesa saiu às cinco horas»).

    O que fica então da narrativa em Un chien andalou? A sabotagem do mecanismo da causa-efeito e, logo, da sequência narrativa, mas ao mesmo tempo a narrativa como teleologia (ou pulsão). Assim como da literatura fica um certo número de tropos – acima de todos a metonímia que nos dá a ver o trabalho do inconsciente – e um famoso efeito de assinatura produzido logo a abrir pelo autor-realizador ele-mesmo por meio de uma navalha de barba. A complexidade com que o filme inaugural de Buñuel aborda as relações entre escrita e literatura, de um lado, e cinema, do outro, situa-se pois muito para lá do quadro tradicional em que os estudos literários conceptualizam essa relação, quase sempre sob a égide da figura da «adaptação», com todas as suas noções de referência (precedência, traduzibilidade, fidelidade, etc.). Inversamente, é possível afirmar que o cinema tende a confundir a literatura, e em especial o romance, com a história, esquecendo ou menorizando as «palavras», para regressar a Mallarmé, e optando pelas «ideias». Contudo, não há cinema, mesmo no precedente histórico do mudo, sem escrita, da pré-produção (o argumento) à pós-produção (que pode ir da crítica à novelização do argumento, como ocorre em vários dos filmes UFA de Fritz Lang ou nos de Spielberg e George Lucas, mas também nos livros que o Godard tardio edita a partir dos textos – ou melhor: das frases – que escreve para os seus filmes) ou ainda à inscrição no corpo do filme de subtítulos, separadores, citações, etc. (pense-se nos casos maiores de, de novo, Godard, ou Greenaway). E há toda uma tipologia de «inscrições» da escrita em filmes: a produzida pela carta, pelo diário ou pela poesia, no momento da escrita ou da leitura, em tratamento ficcional ou documental. Refira-se ainda um género tão singular como o «filme ensaio», cuja ascendência literária é denunciada logo na sua designação, e cujo procedimento formal herda a inquirição do ensaio enquanto escrita híbrida e epistemologicamente vacilante.

    O Volume 1.2 de MATLIT aborda uma gama alargada de ocorrências da materialidade e reflexividade da escrita no cinema, tentando reflectir sobre (i) a relação entre escrita e imagem fílmica, as possibilidades de descrição/ tradução mútua e os limites semióticos dessa descrição; (ii) a escrita no cinema, como tema e como inscrição; (iii) o cinema como escrita e linguagem e a linguagem e a escrita como analogias dos processos de significação no cinema; (iv) a forma como a materialidade da escrita no cinema nos ajuda a pensar a literatura como inscrição mais do que como ontologia. Este segundo número resulta de um esforço conjunto entre o Programa de Doutoramento «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura» e o projecto FCT «Falso Movimento – Estudos sobre Escrita e Cinema» (PTDC/CLE-LLI/ 120211/2010).

    Osvaldo Manuel Silvestre (CLP, Universidade de Coimbra)
    Clara Rowland (CEC, Universidade de Lisboa)

  • MatLit_1.1 (2013) Estranhar Pessoa com as Materialidades da Literatura
    v. 1 n. 1 (2013)

    Este número inaugural da revista MATLIT dedica a sua secção temática ao colóquio «Estranhar Pessoa com as Materialidades da Literatura», realizado a 25 de maio de 2012 no Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. Este colóquio foi organizado pelo Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, pelo Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra e pelo Laboratório de Estudos Literários Avançados (ELAB) da Universidade Nova de Lisboa. Os artigos apresentados foram produzidos no âmbito de dois projetos de investigação em curso dedicados à obra de Fernando Pessoa: Nenhum Problema tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego (CLP, 2012-2015) e Estranhar Pessoa: Um Escrutínio das Pretensões Heteronímicas (ELAB e IFL, 2013-2015).

    This inaugural issue of MATLIT dedicates its thematic section to the conference «Estranging Pessoa with the Materialities of Literature», which took place on May 25, 2012, at the Center for Portuguese Literature, University of Coimbra. This one-day conference was jointly organized by the Doctoral Program in Materialities of Literature, the Center for Portuguese Literature (CLP) at the University of Coimbra, and the Laboratory of Advanced Literary Studies (ELAB) at the New University of Lisbon. The selected papers are the result of two ongoing research projects about Fernando Pessoa's work: No Problem Has a Solution: A Digital Archive of the Book of Disquiet (CLP, 2012-2015) and Estranging Pessoa (ELAB and IFL, 2013-2015).

    Manuel Portela (CLP, Universidade de Coimbra)
    Osvaldo Manuel Silvestre (CLP, Universidade de Coimbra)

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