A Formação Inicial de Professores em Portugal Decorrente do Processo de Bolonha: Uma Análise a Partir do “Olhar” de Professores e de Estudantes

  • Ana Mouraz Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação, Universidade do Porto.
  • Carlinda Leite Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação, Universidade do Porto.
  • Preciosa Fernandes Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação, Universidade do Porto.

Resumo

Em Portugal, a adaptação dos cursos de formação de professores do ensino básico aos compromissos de Bolonha (decreto-lei nº 74/2006) traduziu-se, em alguns casos, num retrocesso ao modelo bietápico e noutros constatou-se que, a opção por formações generalistas e a crescente dificuldade de condições para realizar estágios em contextos de exercício da docência, tem prejudicado a relação entre a teoria e a prática. É este o foco deste texto. Com ele pretende-se explicitar o que pensam do modelo de formação em vigor, os órgãos de direção e gestão de uma Instituição de Ensino Superior – de formação inicial de professores -, e os respetivos professores e estudantes. Os dados evidenciam diferenças no modo como os estudantes e os professores representam o modelo de formação: enquanto os primeiros relevam a relação teoria prática, os professores, incluindo aqueles que pertencem ao órgão de direção e gestão, valorizaram os aspetos associados à prática pedagógica e o carácter abrangente do modelo.
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Publicado
2014-01-27
Como Citar
MOURAZ, Ana; LEITE, Carlinda; FERNANDES, Preciosa. A Formação Inicial de Professores em Portugal Decorrente do Processo de Bolonha: Uma Análise a Partir do “Olhar” de Professores e de Estudantes. Revista Portuguesa de Pedagogia, [S.l.], p. pp.189-209, jan. 2014. ISSN 1647-8614. Disponível em: <https://impactum-journals.uc.pt/rppedagogia/article/view/1744>. Acesso em: 18 jun. 2019.
Secção
Artigos

Palavras-chave

políticas de formação inicial de professores; modelos de formação de professores; perceções de professores e de estudantes